terça-feira, 20 de junho de 2017

SÃO JOSÉ CAFASSO - PADROEIRO DOS PRESIDIÁRIOS - 23 DE JUNHO









São José Cafasso nasceu em Castelnuovo Don Bosco, no ano de 1811. Desde criança sentiu-se chamado ao sacerdócio.

Foi ordenado padre aos vinte e três anos de idade. Destacou-se pelo serviço aos pobres e o zelo pela salvação das almas. 








Depois de dedicado trabalho na igreja São Francisco de Assis, em Turim, foi nomeado reitor e formador de novos sacerdotes: estima-se que tenha formado mais de cem sacerdotes. Era curvado, devido a um problema na coluna.


Apesar de sua pequenez e de seu corpo recurvado, a aparência de Dom Cafasso era impressionante e quase majestática. Seus contemporâneos se referem frequentemente a São Filipe Néri e a São Francisco de Sales quando falam dele, e, na verdade, parece que esses santos foram seus modelos. Distinguia-se por uma alegria e uma bondade serenas; e São João Bosco, entre outros, chama a atenção para a sua “tranquilidade imperturbável”. 







Dom Cafasso logo se tornou muito conhecido como pregador. Ele nada tinha de retórico: as palavras lhe afluíam aos lábios com facilidade: “Jesus, a Sabedoria Infinita”, dizia ele a Dom Bosco, “empregava as palavras e expressões que eram correntes entre aqueles aos quais se dirigia. Faça o mesmo”. E não havia tendência ou doutrina que ele não fosse capaz de enfrentar, ora em linguagem coloquial para as multidões, ora em termos mais técnicos para o jovem clero.

Dom Cafasso se destacou entre aqueles que destruíram os últimos vestígios do jansenismo na Itália do Norte, encorajando os fiéis com a esperança e a confiar, com humildade, no amor e na misericórdia de Deus, e combatendo uma moralidade que considerava a menor falta como um pecado grave. 


“Quando ouvimos confissões”, escrevia ele, “Nosso Senhor quer que sejamos amáveis e compassivos, paternais para com todos aqueles que nos procuram, sem nos preocuparmos com o que eles sejam ou o que tenham feito. Se repelimos alguém, se alguma alma se perde por nossa culpa, lembremo-nos de que um dia seremos chamados a prestar contas disto: seu sangue será requerido de nossas mãos”.





E Dom Cafasso desempenhou um grande papel na formação de uma geração de clérigos que combateria em todos os sentidos e se negaria a transigir com as autoridades civis cuja ideia a respeito das relações entre Igreja e Estado era a de dominação e interferência.

Dom Guala morreu em 1848 e Dom Cafasso foi indicado para lhe suceder como reitor da igreja de São Francisco e do Instituto anexo. Ele mostrou-se tão bom superior quanto fora bom subordinado, e o cargo não era fácil, porque havia uns sessenta padres jovens, provenientes de várias dioceses e de formação e  cultura diversas, e, o que era importante naquela época e naquele lugar, de pontos de vista políticos diferentes. Dom Cafasso fez deles um só corpo, com um só coração e uma só alma, e se uma mão forte e uma disciplina rígida tiveram a sua parte neste desempenho, mais tiveram a santidade do novo reitor e suas elevadas normas.

Seu amor e seu cuidado com os sacerdotes jovens e pastores inexperientes e sua insistência em afirmar que seu pior inimigo era um espírito de mundanidade, tiveram influência marcante no clero do Piemonte. E seu cuidado não se restringia apenas a este: religiosas contemplativas e ativas e leigos, especialmente os jovens, eram indistintamente objeto de seu interesse e de sua solicitude. Ele tinha uma intuição notável no trato com seus penitentes, e pessoas de todos os tipos, grandes e pequenos, clérigos e leigos, acorriam ao seu confessionário. O arcediago de Ivrea, Mons. Francisco Favero, foi um dos que deram seu testemunho pessoal sobre o poder que Dom Cafasso tinha de curar as almas quebrantadas.









Suas atividades, seja na pregação e no atendimento espiritual a todos, indistintamente, seja na orientação e na formação do clero jovem, não se limitavam à igreja de São Francisco e seu Instituto, e, dos lugares em que ele era muito conhecido, se sobressaía o santuário de Santo Inácio, situado fora da cidade, nas colinas de Lanzo. Com a supressão da Companhia de Jesus, este santuário ficou aos cuidados da arquidiocese de Turim, e Dom Luigi Guala foi nomeado seu administrador, em tempo oportuno, e depois de sua morte foi sucedido por Dom Cafasso. Este continuou a obra de seu predecessor, pregando aos romeiros e dando retiros para o clero e para os leigos, ampliando as acomodações e terminando a estrada que conduz ao santuário, iniciada por Dom Guala. 








Mas de todas as atividades de Dom Cafasso nenhuma tocou mais a imaginação do público, em geral, do que sua obra em favor dos detentos e sentenciados. As prisões de Turim naquela época eram instituições horríveis, cujos ocupantes viviam apinhados em condições bárbaras, mais próprias a degradar aqueles que as suportavam. Isto constituía um desafio para Dom Cafasso, e um desafio que ele agarrou com ambas as mãos. O mais conhecido de seus convertidos, nessas condições pouco promissoras, foi Pedro Mottino, um desertor do exército que se tornara o chefe de um bando de salteadores, particularmente mal afamados. 







Havia execuções em público, e Dom Cafasso acompanhou mais de setenta condenados até o cadafalso, em várias localidades, e nenhum deles morreu impenitente: ele os chamava seus “santos enforcados”, e lhe pedia que intercedessem por ele. 










Entre estes condenados se achava o general Jerônimo Ramorino, que tinha sido oficial de artilharia do exército de Napoleão I e, posteriormente, mercenário na Espanha, na Polônia e na Itália. Foi condenado à morte por desobedecer às ordens na batalha de Mortara, e, ao ser convidado a se confessar, na véspera de sua execução, respondeu: “Minha condição não é tal que me obrigue a semelhante humilhação”. Dom Cafasso não concordou e perseverou, e Ramorino foi ao encontro da morte como bom cristão.




São João Bosco foi um dos vocacionados de São José Cafasso. 
São José Cafasso serviu como professor, conselheiro e director espiritual de São João Bosco por 20 anos.

É considerado co-fundador dos Salesianos.








Por vários anos dedicou-se à confissão dos encarcerados e encarceradas: era certo de que queria ouvir os presos e condenados, e consolá-los mesmo depois da Confissão. Ficou famoso por suas constantes visitas às prisões, e nos enforcamentos que eram realizados em sua cidade. Dentre os vários ofícios que assumidos, destacava-se a evangelização aos condenados à morte, tanto que é conhecido como o Santo da Forca.


Na primavera de 1860, Dom Cafasso predisse que a morte o levaria no decorrer daquele ano. Ele redigiu um testamento espiritual, estendendo-se sobre as formas de se preparar para uma boa morte, que ele tantas vezes expusera aos participantes dos retiros do Santuário de S. Inácio, a saber, uma vida piedosa e íntegra, o desprendimento do mundo e o amor ao Cristo crucificado. E fez um testamento dispondo de seus bens, cujo herdeiro universal era o reitor da Pequena Casa da Divina Providência de Turim, fundação de S. José Cotolengo. Entre os outros herdeiros se achava S. João Bosco, que recebeu certa quantia de dinheiro e alguma terra e edifícios vizinhos ao oratório salesiano de Turim. Por essa época, Dom Bosco estava tendo dificuldades com o governador civil do Piemonte, fato este que era motivo de preocupações para Dom Cafasso e lhe afetou a saúde.


Depois de ouvir confissões em 11 de junho, ele se recolheu ao leito, exausto e doente. Manifestou-se uma pneumonia, e ele morreu no sábado, dia 23 de junho de 1860, à hora do Angelus da manhã. Multidões imensas assistiram-lhe os funerais, na Igreja de S. Francisco e na igreja dos Santos Mártires, onde, como convinha ao momento, pregou S. João Bosco. 

Faleceu jovem, com quarenta e nove anos de idade.




Sua festa litúrgica é celebrada aos 23 de junho.

Foi canonizado em 1947 pelo Papa Pio XII.





Igreja de São José Cafasso, em Palermo, Itália







 Lembrai-vos dos presos, 
como se estivésseis presos com eles,
 e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.
Hebreus 13,3


Oração a São José Cafasso

São José Cafasso,
 que fostes tão generoso para com nosso amado são João Bosco, assistindo-o em suas necessidades
 e que como sacerdote acompanhastes inúmeros condenados à morte na forca , mostrando sempre atenção aos encarcerados, 
vós , que tínheis o dom do conselho,
 e morrestes tão santamente em oração e na paz, 
pedimos que intercedais junto a Deus para que nos dê 
o dom do sábio conselho 
e nunca deixemos de orar por todos os que estão à beira da morte, principalmente pelos mais abandonados. 
Por Cristo Nosso Senhor. 
Amém.







ORAÇÃO
Ó Deus, 
pela intercessão de São José Cafasso,
 fazei que minha vida seja um exemplo
 de autêntica caridade e de amor ao próximo.
 Que eu seja capaz de me doar aos meus irmãos 
e de suscitar neles o Vosso amor. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Amém.







São Mateus (25,34-36):
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; 
estive na prisão, e foste me ver.







                               ORAÇÃO PELOS PRESOS:
Senhor, 
nós vos pedimos pelos encarcerados,
 para que tenham melhores condições de ressocialização, cumpram sua pena com dignidade e se arrependam de seus crimes,

que se sintam tocados por vossa graça
 para darem um novo significado para suas vidas 
e se purifiquem plenamente de suas culpas.
 Amém!


domingo, 18 de junho de 2017

SÃO GOBANO - MONGE E MÁRTIR - 20 DE JUNHO





Irlandês de nascimento e discípulo de S. Furseu, S, Gobano acompanhou seu mestre à Ânglia Oriental e depois atravessou o mar, passando à Gália, em companhia de S. Ultano. Depois de breve estadia em Corbie, onde ainda não havia abadia, S. Gobano foi para Laon. Dali se dirigiu para uma gran­de floresta junto ao Oise, e construiu uma cela perto de La Fere e Pré-montré. Em seguida edificou uma igreja dedicada a S, Pedro, posterior­mente conhecida como igreja de Saint-Gobain. Por fim, foi vitimado por bárbaros procedentes da Alemanha que saqueavam a região. Cortaram-lhe a cabeça por ódio à fé cristã ou porque não encontraram nenhum tesouro na cela do eremita. A cidade de Saint-Gobain, famosa por suas fábricas de vidro, situa-se no monte Ermitage onde se afirma que o santo viveu e morreu.

Por volta de 670, viveu um homem nascido na Irlanda, que se entregou-se desde a juventude à prática da virtude e do estudo das letras sagradas. Este homem era a São Gobano, ordenado sacerdote por São Furseu. São Gobano decidiu fugir do mundo e retirar-se para um deserto.
Por isso com um cajado, ele entrou numa floresta. À noite, cansado, ele parou em uma colina chamada Monte Erème (traduzido por terras não cultivadas).
Ele enfiou o cajado  no chão e deitou sobre as folhas, a fim de descansar e retomar sua jornada no dia seguinte.
Ele acordou de madrugada e ficou pronto para pegar a estrada em busca de um lugar solitário para construir uma ermida.
Mas quando ele puxou o bastão, uma fonte abundante escapou do buraco formado pela ponta da vara
Ao ver esse milagre, São Gobano, reconheceu que esse lugar era de Deus, e ele resolveu ficar ali.
Ele construiu uma cela e um oratório que dedicado a São Pedro no terreno doado pelo rei Clotaire III que em  vida não deixou de honrar o santo homem. Este lugar tomou o nome de Monte da ermida, e passou lá toda a sua vida.








 Mais tarde, construíram nesse local a igreja de São Gobano e, em uma cripta, ainda há essa fonte, numa capela subterrânea.
São Gobano entregou-se à oração e dedicou-se à conversão dos povos vizinhos, compostos por bárbaros e selvagens.
Mas sua pregação irritou alguns bárbaros, e, no dia 20 de junho de 670, entraram inesperadamente na cela do santo, que estava rezando e cortaram-lhe a cabeça.
 São Gobano foi enterrado na igreja que construíra. Muitos milagres ocorreram diariamente ao redor do túmulo, que atraiu uma enorme multidão de peregrinos.
Esta peregrinação deu origem a uma pequena cidade no meio da floresta, que tomou o nome de São Gobano. Um convento foi construído lá e Sir Coucy  construiu ali um grande castelo. O crânio do santo ainda estava presente há pouco em um belo relicário na igreja de São Gobano, infelizmente foi roubado alguns anos atrás e nunca mais achado. O resto das relíquias também se perderam durante as guerras.








Leitura breve  (Romanos 8, 28-30) :
Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem
daqueles que O amam, dos que são chamados segundo o seu
desígnio. Porque os que Ele de antemão conheceu, também
os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho,
para que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos. E aqueles
que predestinou, também os chamou; e aqueles que chamou,
também os justificou; e aqueles que justificou, também os
glorificou.




Ant. Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão,
minha irmã e minha mãe, diz o Senhor (T. P. Aleluia). 


ORAÇÃO
Senhor,
 que destes a São Gobano
a graça de imitar fielmente a
Cristo pobre e humilde, 
fazei que também nós, 
vivendo plenamente a nossa vocação,
 caminhemos para a santidade perfeita,
à imagem de Jesus Cristo, vosso Filho, 
Ele que é Deus convosco
na unidade do Espírito Santo.
AMÉM!

Ant. Quem faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão,
minha irmã e minha mãe, diz o Senhor (T. P. Aleluia).





Ant. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que se torne bem claro que as suas obras são realizadas em Deus (T. P. Aleluia).




FONTES:
http://missionnotredamedeliesse.over-blog.com/article-histoire-de-saint-gobain-pretre-et-martyr-80311452.html

sábado, 17 de junho de 2017

SANTO ADALBERTO DE MAGDEBURGO - APÓSTOLO DOS ESLAVOS - 20 DE JUNHO





Santo Adalberto de Magdeburgo (também Santo Alberto de Magdeburgo; Lorena, ca. 910 - Zscherben, 20 de junho de 981) algumas vezes conhecido por Apóstolo dos Eslavos, foi o primeiro arcebispo de Magdeburgo (a partir de 968), missionário e historiógrafo. Foi mais tarde canonizado; o dia de sua festa litúrgica é 20 de junho.






Adalberto, provavelmente nasceu na Lorena, foi um monge alemão no mosteiro beneditino de São Maximino em Trier. Foi consagrado bispo e em 961 foi enviado para o Principado de Kiev. A princesa Olga de Kiev pediu ao imperador Oto, o Grande, que lhe enviasse um missionário da Igreja de Roma. Contudo, seu filho Svyatoslav era contrário a esse pedido e tão logo Adalberto chegou ao principado, ele tirou a coroa de sua mãe. 






Os companheiros de missão de Adalberto foram mortos e Adalberto mal conseguiu escapar. Posteriormente, o Principado de Kiev aceitou a conversão feita por Constantinopla ao cristianismo bizantino.

Após escapar, Adalberto viajou para Mogúncia, onde tornou-se abade de Wissembourg, na Alsácia. Uma vez lá, trabalhou para melhorar a educação dos monges. Mais tarde, tornou-se arcebispo de Magdeburgo, uma cidade na Saxônia.

Os arcebispados de Hamburgo e Bremen foram criados com a intenção de atuarem como bases para as atividades missionárias na Europa setentrional e oriental. O arcebispado de Magdeburgo foi designado para fornecer programas missionários para os eslavos do leste europeu.





 Adalberto também fundou dioceses em Naumburg, Meißen, Merseburg, Brandenburgo, Havelberg e Poznań na Polônia. Um estudante no tempo de Adalberto, que passou a fazer um trabalho importante entre os eslavos, foi Vojtěch de Praga, posteriormente canonizado como São Adalberto de Praga.
Ele foi chamado de "Apóstolo dos eslavos" por pessoas que nunca ouviram falar de São Metódio e São Cirilo.









Leitura breve (Hebreus 13, 7-9a):
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a
palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a
sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda
a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas

e estranhas.

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Ant. Este é o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs à
frente da sua família (T. P. Aleluia).


ORAÇÃO
Senhor, 
que, na vossa divina providência, quisestes contar
no número dos Santos Pastores
 o vosso servoSanto Adalberto de Magdeburgo
 e o fizestes resplandecer pela sua caridade ardente
 e pela fé que vence o mundo, 
concedei, por sua intercessão, 
que também nós, perseverando na fé e na caridade,
 mereçamos participar na sua glória. 
Por Nosso Senhor.
AMÉM!




Ant. Este é o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs à

frente da sua família (T. P. Aleluia).

segunda-feira, 12 de junho de 2017

BEATA IOLANDA DA POLÔNIA- ESPOSA, MÃE E MONJA - 14 DE JUNHO












Iolanda, ou Helena, como foi chamada depois pelos súditos poloneses, nasceu no ano de 1235, era filha de Bela IV, rei da Hungria, que era terciário franciscano, e irmã da bem-aventurada Cunegundes. Além disso, era sobrinha de Santa Isabel da Hungria, também da Ordem Terceira. Aliás, a tradição franciscana acompanhou a linhagem desde seus primórdios, pois a família descendia de Santa Edwiges, Santo Estêvão e São Ladislau.







Porém é claro que Iolanda não se tornou Santa só porque vinha de toda esta tradição extremamente católica e repleta de Santos. Não basta ter o caminho da fé apontado para se entrar nele. É preciso que todo o ser o aceite e o corpo se disponha a caminhar por uma trilha de entrega total e muito árdua, como ela o fez.

Iolanda foi educada desde muito pequena pela irmã, Cunegundes, que se casara então com um dos reis mais virtuosos da Polônia, Boleslau, “o Casto”. 





 Iolanda foi entregue como esposa a  Boleslau, o Duque de Kalisz, conhecido como “o Pio”. Foi uma época de muita alegria para o povo polonês, que viu nas duas estrangeiras, pessoas profundamente bondosas, cristãs, justas e caridosas. Pena que tenha sido uma época não muito longa, pois alguns anos depois o quarteto foi desmanchado pela fatalidade.

  Iolanda também se tornou terceira franciscana e uniu aos deveres de esposa e mãe o exercício da caridade, concretizando-o na assistência aos pobres e aos doentes.


Durante o tempo de seu casamento, ela foi conhecida por seus ótimos serviços aos pobres e necessitados do país, além de ser uma grande benfeitora dos mosteiros, convidados e hospitais ligados a eles. Seu marido deu-lhe muito apoio em suas instituições de caridade, tanto que ele ganhou o apelido de "Pio". Ela ficou viúva em 1279.

Primeiro morreu o rei, ficando Cunegundes viúva. Logo o mesmo aconteceu com Iolanda. 






Ela já tinha então três filhas, das quais duas se casaram e uma terceira retirou-se para o convento das clarissas de Sandeck, onde já se encontrava Cunegundes. As duas logo seriam seguidas por Iolanda.

Muitos anos se passaram e as três damas cristãs continuavam naquele lugar, fazendo do silêncio do claustro o terreno para um fecundo período de meditação e oração. 



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Sua devoção favorita era a paixão de Cristo. Na verdade, Jesus apareceu a ela, dizendo-lhe o dia da morte dela. Muitos milagres, até aos nossos dias, ocorreram em seu túmulo.








Quando morreu Cunegundes, em 1292, Iolanda deixou aquele mosteiro e foi mais para o ocidente, ao convento das clarissas de Gniezno, fundado por seu marido. Ali terminou seus dias como superiora, no dia 14 de junho de 1298.

 As filhas de Iolanda e Boleslau, que permaneceram no mundo, são: Edviges de Kalisz (1266-1339), esposa do Rei Vladislau I da Polônia; Isabel de Kalisz (1263-1304), esposa do Duque Henrique V de Legnica.


Amada pela população, seu culto ganhou força entre os fiéis do Leste Europeu e se difundiu por todo o mundo católico, ao longo dos tempos. Seu túmulo tornou-se meta de romeiros, pelos milagres e graças atribuídos à sua intercessão. Em 1827, o Papa Urbano VIII autorizou a beatificação e marcou a festa litúrgica para o dia do seu trânsito.

As suas duas irmãs, mais famosas, foram Santa Margarida da Hungria, canonizada em 1943 por Pio XII; e Santa Kinga (Cunegundes) canonizada por João Paulo II em 1999.






Efésios 4,29-32 :

Nenhuma palavra perniciosa
 deve sair dos vossos lábios, 
mas sim alguma palavra boa, 
capaz de edificar oportunamente
 e de trazer graça aos que a ouvem. 
Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou
 como com um selo para o dia da libertação.
 Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias,
 tudo isso deve desaparecer do meio de vós,
 como toda a espécie de maldade. 
Sede bons uns para com os outros,
 sede compassivos; 
perdoai-vos mutuamente, 
como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 




ORAÇÃO:

 Senhor, Pai de Bondade, 
a exemplo de Santa Iolanda, 
colocai a humildade em meu coração. 
Que eu saiba silenciar para melhor ouvir Vossa voz. 
Fazei que saiba me colocar humildemente diante do Crucificado para que Ele me faça compreender 
o que fez por mim e continua a fazer na Eucaristia. 
Que eu saiba contemplar silenciosamente a Cruz 
para que o Espírito pouco a pouco me faça descobrir
 a verdadeira essência do Vosso amor.
 Por Cristo Nosso Senhor.
 Amém!


















FONTES:


http://www.franjevcisubotica.rs/hu/arpadhazi-boldog-jolan-klarissza
http://katolikus.network.hu/blog/katolikus-kozosseg-hirei/junius-15-arpad-hazi-boldog-jolan-szerzetesno